

No dia 19 de Abril comemorou-se o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. A origem da data está relacionada ao Primeiro Congresso Indigenista, ocorrido em 1940, realizado no México. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste continente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”. No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.
Viamão
Em Viamão, são três áreas indígenas: a Reserva Indígena Canta Galo, com 128 pessoas divididas em 27 famílias e numa área de 48ha; a Reserva Indígena da Estiva com 79 pessoas e 17 famílias em 7ha e a Aldeia Itapoã com 14 famílias e 22ha. Essas áreas são habitadas por indígenas da etnia Mbyá Guarani. É importante notar que a demarcação e regularização das terras indígenas, muitas vezes não dá conta das necessidades desses povos e nem é garantia de sua preservação enquanto grupo e de seus costumes e tradições. Ainda mais quando faz parte da sua cosmologia (modo de viver) o constante deslocamento, característica também de diversas outras etnias. E esse quadro se complexifica ainda mais se nos basearmos inteiramente em nossa lógica cultural. Se 5 ha são suficientes, por exemplo, para assentar uma família no meio rural, é bem possível que isso não seja para uma família indígena. E a terra tradicional indígena não é qualquer uma, mas aquela que abriga os restos dos seus antepassados, o rio onde é realizada a iniciação dos jovens, a floresta onde possui determinadas plantas utilizadas em seus rituais sagrados, enfim, aquela onde vivem e reproduzem historicamente o seu modo de vida. Portanto, o simples “assentamento” dessas comunidades em uma área qualquer, não garante a sobrevivência e preservação do grupo e suas tradições, sendo que uma gama de aspectos devem ser devidamente considerados de forma a não desestruturar o grupo.
No dia 18 de abril (sábado) membros do Grupo Maricá e da Igreja Presbiteriana Independente estiveram na Reserva da Estiva, levando alimentos e dialogando com as lideranças.
“Para nós este processo em que se encontra esta etnia é fruto de um desajuste nas políticas públicas do país. Na verdade, temos um pacote de direitos que não dialoga com a diversidade cultural de forma regionalizada. Um indígena tem peculiaridade que precisam ser respeitadas pelos governos na hora do direcionamento de recursos” destacou Fabio Silva, do Maricá.
Já para Vinicius Lima “nos, enquanto sociedade devemos estar permanente atentos e procurando as ferramentas que provoquem o protagonismo nestas comunidades na busca por melhor qualidade de vida.”
“As escolas devem trabalhar estes temas com convicção, com amor” disse Marcio Souza.
Jorge Amaro, presidente do Maricá reforça que “o nosso maior desafio é produzir políticas públicas universais, que não necessitem recortes individuais, mas que atendam os anseios de todos. Para isso é fundamental o processo de democratização e imersão destas comunidades na cidade real. Hoje temos órgãos que pouco dialogam entre si. Neste contexto, é imprescindível o exercício da intersetorialidade.”
Maricá
Em Viamão, são três áreas indígenas: a Reserva Indígena Canta Galo, com 128 pessoas divididas em 27 famílias e numa área de 48ha; a Reserva Indígena da Estiva com 79 pessoas e 17 famílias em 7ha e a Aldeia Itapoã com 14 famílias e 22ha. Essas áreas são habitadas por indígenas da etnia Mbyá Guarani. É importante notar que a demarcação e regularização das terras indígenas, muitas vezes não dá conta das necessidades desses povos e nem é garantia de sua preservação enquanto grupo e de seus costumes e tradições. Ainda mais quando faz parte da sua cosmologia (modo de viver) o constante deslocamento, característica também de diversas outras etnias. E esse quadro se complexifica ainda mais se nos basearmos inteiramente em nossa lógica cultural. Se 5 ha são suficientes, por exemplo, para assentar uma família no meio rural, é bem possível que isso não seja para uma família indígena. E a terra tradicional indígena não é qualquer uma, mas aquela que abriga os restos dos seus antepassados, o rio onde é realizada a iniciação dos jovens, a floresta onde possui determinadas plantas utilizadas em seus rituais sagrados, enfim, aquela onde vivem e reproduzem historicamente o seu modo de vida. Portanto, o simples “assentamento” dessas comunidades em uma área qualquer, não garante a sobrevivência e preservação do grupo e suas tradições, sendo que uma gama de aspectos devem ser devidamente considerados de forma a não desestruturar o grupo.
No dia 18 de abril (sábado) membros do Grupo Maricá e da Igreja Presbiteriana Independente estiveram na Reserva da Estiva, levando alimentos e dialogando com as lideranças.
“Para nós este processo em que se encontra esta etnia é fruto de um desajuste nas políticas públicas do país. Na verdade, temos um pacote de direitos que não dialoga com a diversidade cultural de forma regionalizada. Um indígena tem peculiaridade que precisam ser respeitadas pelos governos na hora do direcionamento de recursos” destacou Fabio Silva, do Maricá.
Já para Vinicius Lima “nos, enquanto sociedade devemos estar permanente atentos e procurando as ferramentas que provoquem o protagonismo nestas comunidades na busca por melhor qualidade de vida.”
“As escolas devem trabalhar estes temas com convicção, com amor” disse Marcio Souza.
Jorge Amaro, presidente do Maricá reforça que “o nosso maior desafio é produzir políticas públicas universais, que não necessitem recortes individuais, mas que atendam os anseios de todos. Para isso é fundamental o processo de democratização e imersão destas comunidades na cidade real. Hoje temos órgãos que pouco dialogam entre si. Neste contexto, é imprescindível o exercício da intersetorialidade.”
Maricá
A entidade ambientalista tem trabalhado com o sociomabientalismo, onde se procura dialogar a diversidade ambiental com o saber cultural local.
