26 Fevereiro 2009

Solidariedade e Cidadania




Compelido a enfrentar situações intensamente competitivas em seu cotidiano, vivendo em um mundo que se apresenta cada vez mais complexo e desafiador, o ser humano dá provas constantes de sua humanidade. Um das questões que corroboram com este pensamento é o voluntariado, que se expande em todas as partes do mundo, a demonstrar que as pessoas, por mais ocupadas que sejam, se dispõem a dedicar algum tempo para ajudar o próximo. Nos Estados Unidos, mais de 25 milhões de pessoas doam horas de trabalho para causas sociais. No Brasil, os dados não são tão precisos, mas especula-se que igual número de voluntários - ou mais - estejam atuando em todo o país.O trabalho voluntário ainda não está totalmente consolidado entre nós, mas os brasileiros têm a seu favor uma grande permeabilidade à solidariedade, encontrando respostas criativas a muitas deficiências das ações do Estado, que não tem sido capaz de implantar políticas sociais eficazes. Dessa forma, o trabalho voluntário vem permitindo aos brasileiros se tornarem atores das transformações que desejam para o Brasil.



Com este espírito, membros da Igreja Presbiteriana e do Grupo Maricá tem atuado de forma consistente em Viamão. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram diferentes ações, que buscam principalmente "a consolidação da cidadania", conforme destaca Vinicius Lima, um dos mais atuantes voluntários. Para ele, "não queremos de forma alguma ser assistencialistas, mas pregar uma cultura de construção coletiva e protagonismo social, onde nossas ações reforçam a estima das pessoas". Já Fabio Silva reforça que "o voluntário que o Brasil necessita é aquele voltado para a cidadania responsável, o espaço democrático que abrigue os 40% de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza, os 50 milhões que não conseguem ter uma alimentação adequada, os marginalizados que superlotam as periferias dos centros urbanos em condições miseráveis, servindo, freqüentemente, de massa de manobra para políticos inescrupulosos.".



Além de mutirões de limpeza e visita a entidades de tratamento de jovens com dependência química, também foi oferecido apoio aos recicladores da vila Augusta, através da doação de alimentos e roupas. As ações seguirão ao longo do ano. Para Jorge Amaro, "a responsabilidade social e ambiental é um dever de cada cidadão."

18 Fevereiro 2009

Um Outro Mundo é Possível e Urgente

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13 Fevereiro 2009

Cartilha da Lei dos Crimes Ambientais


A aprovação e regulamentação da Lei de Crimes Ambientais a sociedade brasileira, os órgãos ambientais e o Ministério Público passaram a contar com um instrumento que lhes garante agilidade e eficácia na punição aos infratores do meio ambiente.


A Lei, entretanto, não trata apenas de punições severas, ela incorporou métodos e possibilidades da não aplicação das penas, desde que o infrator recupere o dano, ou, de outra forma, pague sua dívida à sociedade.


Mas como fazer com que este importante instrumento chegue a sociedade, mais precisamente a nossas escolas, as crianças?


Contar histórias foi, é e será sempre uma necessidade profunda do ser humano. Ninguém pode viver sem fazer o relato com detalhes daquilo do que lhe aconteceu ou imagina ter-lhe acontecido. Para qualquer um de nós, a vida se tornaria chata, enfadonha, um pesadelo quase insuportável, se não houvesse um ouvido atento e amigo a quem recorrer em todas as horas.
Desta forma, foi produzida a Cartilha da Lei dos Crimes Ambientais, que realiza algumas abordagens e leituras sobre a Lei, tratando, em especial, da importância de publicações que motivem na criança o despertar para o mundo da ética e do respeito, ligadas a questões educacionais ou de civismo.


A publicação propõe-se a contribuir, ainda que modestamente, para uma discussão das ações empreendedoras, diante do desafio que é o desenvolvimento sustentável neste século.


A Lei dos Crimes Ambientais propõe-se a uma grande viagem na direção do interesse público, sugerindo caminhos por meio de cores e desenhos, para uma interação das pessoas com o discurso e com a prática da Educação Ambiental. Nela há um respeito dos desejos, aspirações e crenças das pessoas e da sociedade, que buscam a emancipação e o esclarecimento transformadores nas relações propostas.


O artifício das falas da natureza amplia ou cria uma noção como desenvolvimento de comunicação, alimentando uma cumplicidade ideal para que a criança se reconheça como colega ou parceira do meio ambiente.


O homem que aqui se encontra é a figura central para se compreender uma sociedade sem vícios ou maniqueísmos, quando focado ao lado de questões fundamentais que apresentam uma sociedade em equilíbrio com o meio ambiente. Nos diversos quadrinhos, ele é tratado como o diferencial entre a compreensão do bem e a diluição do errado diante de algumas de suas necessidades existenciais.

O material pode ser acessado gratuitamente pelo endereço eletrônico:

http://www.ibama.gov.br/linhaverde/lei_crimes_ambientais.pdf