

Compelido a enfrentar situações intensamente competitivas em seu cotidiano, vivendo em um mundo que se apresenta cada vez mais complexo e desafiador, o ser humano dá provas constantes de sua humanidade. Um das questões que corroboram com este pensamento é o voluntariado, que se expande em todas as partes do mundo, a demonstrar que as pessoas, por mais ocupadas que sejam, se dispõem a dedicar algum tempo para ajudar o próximo. Nos Estados Unidos, mais de 25 milhões de pessoas doam horas de trabalho para causas sociais. No Brasil, os dados não são tão precisos, mas especula-se que igual número de voluntários - ou mais - estejam atuando em todo o país.O trabalho voluntário ainda não está totalmente consolidado entre nós, mas os brasileiros têm a seu favor uma grande permeabilidade à solidariedade, encontrando respostas criativas a muitas deficiências das ações do Estado, que não tem sido capaz de implantar políticas sociais eficazes. Dessa forma, o trabalho voluntário vem permitindo aos brasileiros se tornarem atores das transformações que desejam para o Brasil.
Com este espírito, membros da Igreja Presbiteriana e do Grupo Maricá tem atuado de forma consistente em Viamão. Nos meses de janeiro e fevereiro, foram diferentes ações, que buscam principalmente "a consolidação da cidadania", conforme destaca Vinicius Lima, um dos mais atuantes voluntários. Para ele, "não queremos de forma alguma ser assistencialistas, mas pregar uma cultura de construção coletiva e protagonismo social, onde nossas ações reforçam a estima das pessoas". Já Fabio Silva reforça que "o voluntário que o Brasil necessita é aquele voltado para a cidadania responsável, o espaço democrático que abrigue os 40% de brasileiros que vivem abaixo da linha de pobreza, os 50 milhões que não conseguem ter uma alimentação adequada, os marginalizados que superlotam as periferias dos centros urbanos em condições miseráveis, servindo, freqüentemente, de massa de manobra para políticos inescrupulosos.".
Além de mutirões de limpeza e visita a entidades de tratamento de jovens com dependência química, também foi oferecido apoio aos recicladores da vila Augusta, através da doação de alimentos e roupas. As ações seguirão ao longo do ano. Para Jorge Amaro, "a responsabilidade social e ambiental é um dever de cada cidadão."

