
Ocorreu ontem (07/10), no campus central da PUCRS, Porto Alegre, o II Seminário Estadual sobre Deficiências e Inclusão Social: Avanços Tecnológicos. No turno da manhã, o evento foi dividido em dois momentos. A abertura oficial contou com a interpretação do Hino Nacional cantora alvoradense Karine Rodrigues que emocionou a todos os presentes.
Na primeira mesa redonda, que tratou sobre a tecnologia a favor da educação, saúde e cidadania da pessoa com deficiência palestraram Carlos Alberto Chiarelli - Advogado, Ex-ministro da Educação que falou sobre o "Uso do ensino à distância para a educação e profissionalização da pessoa com deficiência". Já Rita Bersch - Fisioterapeuta e Diretora Clínica do CEDI, tratou referente a "Contribuições da tecnologia assistiva para autonomia da pessoa com deficiência". Maria Teresa Vieira Sanseverino - Médica Geneticista do HCPA explanou "O uso da tecnologia no aconselhamento genético".
Na segunda parte da manhã, houveram relatos de experiências de Eduardo Purper, autor da primeira monografia falada do curso de jornalismo do IPA , Hélio Passos, judoca do Grêmio e Cláudio Mourão, primeiro surdo a fazer parte da companhia de dança de Carlinhos de Jesus.
"O seminário inovou na medida em que trouxe palestras técnicas e experiências reais de pessoas com deficiência que foram vitoriosas. Foi importante a participação do público" destacou Jorge Amaro, assessor de educação da Faders.
À tarde, foi ministrada a oficina "Educação socioambiental e diversidade". O espaço promoveu trocas de experiências sobre práticas ambientais, cidadania e inclusão. Um dos destaques foi o depoimento de indígenas guaranis da Estiva, Viamão, que destacaram o olhar das comunidades tradicionais sobre o meio ambiente e a diversidade.
Amaro destacou que "enquanto sociedade, avançamos em alguns aspectos, mas ainda precisamos exercitar o diálogo entre as diferenças. A educação ambiental, neste contexto, deve ser solidária e aberta a este debate. A FADERS inova quando coloca este tema em suas ações"
Vinícius Lima abordou o papel da sociedade na construção das ações "temos que entender que, primeiro, temos que agir em nossos locais de atuação, mas sem perder de vista as questões globais."
A oficina contou com a participação de professores de escolas de surdos, APAE, servidores públicos e comunidade em geral.
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