Dia 05 de maio. Esta data deve ser lembrada em Viamão. Neste dia, um dos militantes mais importantes de nossa cidade nos deixou. Antonio Pires da Silva Júnior, o nosso eterno fotógrafo. Ele partiu…
Pires, como era conhecido por todos nós, devido a um acidente vascular cerebral, nos últimos meses, estava em uma cadeira de rodas. Isto não o impediu de seguir sua jornada. Ao contrário, estava mais forte. Lembro-me de que no ano de 2007, na Semana das Pessoas com Deficiência de Viamão, realizamos vivências com cadeiras de rodas na Praça Júlio de Castilhos. Na época, Salete Milan, da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes observava o Pires tentando se locomover na cadeira “é dura a vida de vocês, agora entendo a luta por acessibilidade”. Um ano depois ele é que estava naquela situação, e lutando como sempre.
Esquerdista nato, militante fervoroso, um mestre na arte da dialética. Em muitos momentos me vi ao seu lado, debatendo, dialogando, enfim, tinha nele um espelho de tudo aquilo que pensava sobre uma verdadeira militância, pois ele tinha uma bandeira única – a luta por um mundo mais justo, humano e fraterno. E exercitava isto no seu dia a dia.
Pires morava na Vila Augusta, nas margens do Arroio Feijó. Muitas vezes estivemos juntos defendendo o meio ambiente. Ele me dizia “tu está passando para teu irmão o maior patrimônio de um homem – a leitura, o saber, o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente…”
Foi torturado na ditadura do Uruguai. Morreu sem receber a tão sonhada indenização. Ele vivia a luta social. Sabia o papel de um cidadão. Sua militância não era partidária. Era muito mais que isto. Ele defendia a democracia, as políticas de estado. Justamente estas políticas que se tornaram tão distantes de sua vida. Que sua partida reforce nossa luta. Que seus ideais sejam nossas bandeiras.
Ele foi o reflexo que algo está errado. Ele jamais se convenceu de que era invisível. Até os últimos dias de sua vida, buscou o básico para a sobrevivência. Nestas horas que observamos o quanto precisamos avançar nos direitos humanos, na consolidação de políticas sociais eficientes, no cuidado com as pessoas…
O Pires morreu. E, confesso que morri um pouquinho com ele. Assumo a minha parcela de culpa. Que sociedade é esta onde oprimimos o nosso próximo?
Na vida, tive muitos mestres, e sem dúvida, Pires foi um deles. Obrigado guerreiro! Descanse em paz!
Pires, como era conhecido por todos nós, devido a um acidente vascular cerebral, nos últimos meses, estava em uma cadeira de rodas. Isto não o impediu de seguir sua jornada. Ao contrário, estava mais forte. Lembro-me de que no ano de 2007, na Semana das Pessoas com Deficiência de Viamão, realizamos vivências com cadeiras de rodas na Praça Júlio de Castilhos. Na época, Salete Milan, da Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes observava o Pires tentando se locomover na cadeira “é dura a vida de vocês, agora entendo a luta por acessibilidade”. Um ano depois ele é que estava naquela situação, e lutando como sempre.
Esquerdista nato, militante fervoroso, um mestre na arte da dialética. Em muitos momentos me vi ao seu lado, debatendo, dialogando, enfim, tinha nele um espelho de tudo aquilo que pensava sobre uma verdadeira militância, pois ele tinha uma bandeira única – a luta por um mundo mais justo, humano e fraterno. E exercitava isto no seu dia a dia.
Pires morava na Vila Augusta, nas margens do Arroio Feijó. Muitas vezes estivemos juntos defendendo o meio ambiente. Ele me dizia “tu está passando para teu irmão o maior patrimônio de um homem – a leitura, o saber, o cuidado com as pessoas e com o meio ambiente…”
Foi torturado na ditadura do Uruguai. Morreu sem receber a tão sonhada indenização. Ele vivia a luta social. Sabia o papel de um cidadão. Sua militância não era partidária. Era muito mais que isto. Ele defendia a democracia, as políticas de estado. Justamente estas políticas que se tornaram tão distantes de sua vida. Que sua partida reforce nossa luta. Que seus ideais sejam nossas bandeiras.
Ele foi o reflexo que algo está errado. Ele jamais se convenceu de que era invisível. Até os últimos dias de sua vida, buscou o básico para a sobrevivência. Nestas horas que observamos o quanto precisamos avançar nos direitos humanos, na consolidação de políticas sociais eficientes, no cuidado com as pessoas…
O Pires morreu. E, confesso que morri um pouquinho com ele. Assumo a minha parcela de culpa. Que sociedade é esta onde oprimimos o nosso próximo?
Na vida, tive muitos mestres, e sem dúvida, Pires foi um deles. Obrigado guerreiro! Descanse em paz!

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