Uma catástrofe permanente se desenrola todos os dias na maior parte do mundo: o uso de agrotóxicos que contaminam nossos campos, rios, aqüíferos e prejudicam gravemente a saúde dos agricultores e consumidores, através dos resíduos nos alimentos. O dia 3 de dezembro é o dia mundial de combate aos agrotóxicos, data do acidente ocorrido em 1984, na fábrica de agrotóxicos em Bhopal - Índia, onde morreram milhares de pessoas. Neste dia, cidadãos do mundo inteiro unem-se para pressionar os governos pela eliminação mundial dos conhecidos Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs), que dificilmente se degradam e se acumulam nos tecidos vivos. Segundo um relatório elaborado pela OIT (Organização Internacional do Trabalho), a partir de dados governamentais e de organizações internacionais, 40.000 agricultores morrem no mundo a cada ano por intoxicação aguda com praguicidas, de um total entre 3 a 5 milhões de casos. Porém, as intoxicações agudas são apenas a parte visível do problema.Os governos estabelecem, para cada composto, uma dose máxima diária aceitável para o ser humano, que normalmente expressa a quantidade de substância autorizada por kg de peso corporal. Os métodos de determinação mostram que, mais do que proporcionar uma verdadeira segurança, este sistema trata de oferecer a falsa imagem de que o conhecimento existente sobre os produtos é suficiente e de que não há efeitos colaterais.No ano passado, a Convenção de Estocolmo sobre os POPs foi aceita por 127 países. A Convenção é a base legal e internacional para a eliminação total dos POPs, mas somente entrará em vigor quando for ratificada por 50 países. É necessário, portanto, que a população faça pressão para que os governos ratifiquem-na.
Agroecologia
A Agroecologia é uma nova abordagem da agricultura que integra diversos aspectos agronômicos, ecológicos e socioeconômicos, na avaliação dos efeitos das técnicas agrícolas sobre a produção de alimentos e na sociedade como um todo. Agroecologia representa um conjunto de técnicas e conceitos que surgiu em meados dos anos 90 e visa a produção de alimentos mais saudáveis e naturais. Tem como princípio básico o uso racional dos recursos naturais.
A evolução para essa forma de produção foi gradual, iniciando-se no fim da 1ª Guerra Mundial, quando surgiam na Europa as primeiras preocupações com a qualidade dos alimentos consumidos pela população. Os primeiros movimentos de agricultura nativa surgiram respectivamente na Inglaterra (Agricultura Orgânica) e na Áustria (Agricultura Biodinâmica). Naquela época, as idéias da Revolução Industrial influenciavam a agricultura criando modelos baseados na produção em série e sem diversificação. Após a 2° Guerra Mundial, a agricultura sofreu um novo incremento, uma vez que o conhecimento humano avançava nas áreas da química industrial e farmacêutica. Logo depois desta fase, com o objetivo de reconstruir países destruídos e dar base a um crescente aumento populacional, surgiram os adubos sintéticos e agrotóxicos seguidos, posteriormente, das sementes geneticamente melhoradas. A produção cresceu e houve grande euforia em todo o setor agrícola mundial, que passou a ser conhecido como Revolução Verde. Por outro lado, duvidava- se que esse modelo de desenvolvimento fosse perdurar, pois ele negava as leis naturais.
A evolução para essa forma de produção foi gradual, iniciando-se no fim da 1ª Guerra Mundial, quando surgiam na Europa as primeiras preocupações com a qualidade dos alimentos consumidos pela população. Os primeiros movimentos de agricultura nativa surgiram respectivamente na Inglaterra (Agricultura Orgânica) e na Áustria (Agricultura Biodinâmica). Naquela época, as idéias da Revolução Industrial influenciavam a agricultura criando modelos baseados na produção em série e sem diversificação. Após a 2° Guerra Mundial, a agricultura sofreu um novo incremento, uma vez que o conhecimento humano avançava nas áreas da química industrial e farmacêutica. Logo depois desta fase, com o objetivo de reconstruir países destruídos e dar base a um crescente aumento populacional, surgiram os adubos sintéticos e agrotóxicos seguidos, posteriormente, das sementes geneticamente melhoradas. A produção cresceu e houve grande euforia em todo o setor agrícola mundial, que passou a ser conhecido como Revolução Verde. Por outro lado, duvidava- se que esse modelo de desenvolvimento fosse perdurar, pois ele negava as leis naturais.
Neste contexto, surgiram em todas as partes do mundo movimentos que visavam resgatar os princípios naturais, a exemplo da agricultura natural (Japão), da agricultura regenerativa (França), da agricultura biológica (Estados Unidos), além das formas de produção já existentes, como a biodinâmica e a orgânica. Os vários movimentos tinham princípios semelhantes e passaram a ser conhecidos como agricultura orgânica. Nos anos 90, este conceito ampliou-se e trouxe uma visão mais integrada e sustentável entre as áreas de produção e preservação, procurando resgatar o valor social da agricultura e passando a ser conhecida como Agroecologia.
Em vista da necessidade de produção rápida em grande escala de alimentos, criou-se há muitas décadas um sistema de produção agrícola baseado na aplicação de agroquímicos, chamado de agricultura tradicional. Todavia, após a Conferência para o Desenvolvimento e o Meio Ambiente, a ECO-92, no Rio de Janeiro, chegou-se a conclusão de que os padrões de produção e atividades humanas em geral, notadamente a agrícola, teriam que ser modificadas.
Dessa forma, foram criadas e desenvolvidas novas diretrizes às atividades humanas, compiladas na Agenda 21, com o objetivo de alcançarmos um desenvolvimento duradouro e com menor impacto possível, que se chamou de desenvolvimento sustentável e que vem norteando todos os campos de atuação.
Assim, os movimentos no sentido da implantação de uma maior qualidade dos produtos agrícolas cresceram, desenvolvendo-se de forma ímpar. Aparece com mais força então no cenário mundial a agroecologia, conhecida ainda por agricultura alternativa.
"Viamão tem todas condições de ser vanguarda no estímulo a técnicas de agricultura que conciliem a produção com a sustentabilidade. Minimizar os impactos dos agrotóxicos é fundamental em um município que possui tamanha diversidade ambiental. Mas para isso, as políticas públicas devem ser articuldas e contemplando uma nova forma de relação homem-natureza. Para isso, o Plano de desenvolvimento Rural do município deve contemplar a variável ambiental, de forma abrangente. Desta forma, é fundamental a inserção de alguns princípios báscisos na gestão - viabilidade econômica; justiça social e; sustentabilidade ecológica. O desenvolvimento destas ações perpassa por financiamento público e qualificação técnica dos produtores. Assim podemos pensar na construção de um futuro".

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